A volta às aulas e o contato frequente entre crianças têm feito crescer o número de casos de infestação por piolhos, problema extremamente comum na infância e que ainda gera preocupação entre pais, professores e profissionais da saúde. Apesar do desconforto e do estigma, especialistas reforçam que o piolho não está relacionado à falta de higiene e pode atingir qualquer criança.
O piolho é um parasita pequeno, de poucos milímetros, que se alimenta de sangue e se aloja no couro cabeludo. A transmissão ocorre principalmente pelo contato direto entre as cabeças das crianças durante brincadeiras, atividades escolares, esportes ou até mesmo durante selfies. Compartilhar bonés, fones de ouvido, escovas de cabelo e acessórios também facilita a propagação.
Segundo profissionais da área da saúde, a coceira intensa é o sintoma mais comum. Ela é causada pela reação alérgica à saliva do parasita. Nos casos mais severos, podem aparecer pequenas feridas devido ao ato de coçar, o que aumenta o risco de infecções secundárias.
A recomendação é que os pais fiquem atentos e façam inspeções regulares no couro cabeludo das crianças, especialmente atrás das orelhas e na nuca, onde os parasitas costumam se concentrar. Ao identificar ovos (as chamadas lêndeas) ou piolhos vivos, é importante iniciar rapidamente o tratamento.
Os tratamentos mais utilizados incluem shampoos e loções específicos disponíveis nas farmácias. Também é necessária a remoção manual das lêndeas com pente fino, processo que deve ser repetido ao longo de alguns dias para garantir a eliminação completa da infestação. Lavar roupas de cama, fronhas, toalhas e objetos de uso pessoal também ajuda a evitar reinfestação.
Escolas e creches, por sua vez, devem alertar as famílias ao identificarem casos, mas sem exposição ou constrangimento. A orientação de especialistas é que haja diálogo, prevenção e, principalmente, informação adequada para eliminar o estigma que ainda cerca o tema.
Apesar de incômodos, os piolhos não transmitem doenças graves. Porém, o tratamento correto e o monitoramento são essenciais para evitar que o problema se espalhe e cause transtornos maiores entre as crianças e suas famílias.
Redação | Cássia Marcellino
