Plantão

MOMENTO ECONOMIA – COM GUSTAVO FERREIRA

Brasil
O dólar voltou a cair e renovou o menor nível em quase dois anos, mesmo após dados fortes de emprego nos EUA. O movimento reflete fluxo estrangeiro para emergentes e a leitura de que o início do ciclo de corte da Selic pode ser mais agressivo. Comentários do presidente do BC reforçaram essa percepção, puxando os juros futuros curtos para baixo, enquanto a parte longa da curva segue mais resistente.

No corporativo, o Banco do Brasil reportou lucro de R$ 20,7 bilhões em 2025, queda forte e o menor nível desde 2020, pressionado pela inadimplência no agro. Ainda assim, o banco sinaliza recuperação em 2026, com guidance positivo.

O caso Banco Master segue no radar, com desdobramentos regulatórios e maior escrutínio sobre governança, FGC e atuação de distribuidores — tema que continua gerando ruído para o setor financeiro.

Exterior
Nos EUA, o payroll acima do esperado reforçou a tese de pausa nos cortes de juros do Fed. As Treasuries reagiram com alta nos rendimentos, enquanto as bolsas ficaram praticamente de lado.

O mercado global segue atento ao apetite por crédito das big techs. A emissão robusta da Alphabet ajudou a acalmar temores no curto prazo, mas o volume crescente de dívida para financiar investimentos em IA ainda levanta dúvidas sobre impactos futuros no mercado de crédito.

Leitura de mercado
O pano de fundo segue construtivo para ativos brasileiros no curto prazo, com câmbio ajudando e expectativa de flexibilização monetária. O ponto de atenção continua sendo o cenário externo — especialmente juros americanos — e os riscos domésticos ligados a crédito e governança no sistema financeiro.

Redação | Gustavo Ferreira
www.alertajaragua.com.br

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *